
E tem uma ótima coleção de livros sobre meio ambiente, boletins e relatórios de ONGs (como a WWF) e mapas que eu ainda não vi em outro lugar, nem na internet.
Pelo visto, para minha pesquisa, vou ter que dedicar horas e horas de estudo neste agradável local.
O prédio é lindo, de armação de madeira moderna. Na escada interna, enfeites de borboletas voadoras, sementes, cascas de árvore e folhas secas no chão. Inspiração verde.
Super legal é trabalhar ao lado do meu amigo ativista Lou Gold. Como nós moramos longe um do outro, ele no Acre e eu em BH, mas trabalhamos pelas mesmas causas ativistas, todos os dias nos falamos à distância. Estar ao lado do meu avôzinho, fisicamente, é muito especial, nada como a presença, a sensação real de amizade e as trocas culturais e técnicas. E ainda os deliciosos lanchinhos de açaí com farinha de tapioca, suco de cupuaçu e banana verde frita. Todos os dias que fiquei
Entrevista com Toinho Alves
Na sexta 3/7, de manhã, eu assessorei a Bia Labate em uma entrevista com o Antonio Alves sobre o processo de legitimação da ayahuasca como patrimônio imaterial da biodiversidade cultural brasileira. Ele é assessor do governador e membro do CICLU, centro de daime mais tradicional do Acre.
Contou que o IPHAN está na fase de produzir relatórios para o inventário que fundamenta a causa (da ayahuasca como patrimônio cultural). Veja a entrevista completa.
Depois, a Bia foi embora e nós (Toinho e eu) fomos almoçar juntos. Do convite para um café, ficamos a tarde toda conversando sobre mil coisas: políticas indigenistas no Acre, reificação da natureza, as redomas culturais que cercam a Amazônia e suas traduções para o mundo lá fora, santo daime e perigos da expansão, hinários, doutrina, semiótica...
Sinto que encontrei um amigo. Isso me anima J
Rapé
De pajelança em pajelança, tomei uma soprada de rapé no novo mercado velho às margens do Rio Acre. O índio soprou suave e a sensação foi ótima, de limpeza, leveza.
Adoro também é comprar bugiganga da Bolívia nos camelôs, principalmente óculos escuro e lingeries, cada uma super diferente, mas por enquanto nem tenho para quem mostrar... é bom assim. Eu e Deus.
Comilança
Delicioso foi levar a equipe de reportagem para jantar no ‘Esquina Verde’: salada com jardins de palmito, peixe frito, coentro, pimenta de cheiro e farofa de cruzeiro do sul. Os gringos não acreditaram de tão bom. Lembrancinha é bom de comprar no Mirashopping, massageador de jarina, boné e imã de geladeira da bandeira do Acre.
Eu, a Bia e os rapazes da filmagem... indo jantar.Entardecer
A passarela sobre o rio Acre, a caminhada no canal da Maternidade, a bandeira na beira rio, a gameleira, as casinhas de madeira, da época do coronelismo... E me surpreenderam dois grupos de jovens ensaiando já as apresentações de sete de setembro (nunca vi no Brasil tanto espírito cívico). Tinha uma banda só de xilofones, baterias e tambores. Parecia miração de tão lindo.
Clarinha
Fofa fofa fofa!!! Minha afilhada é uma braveza só, só faz o que quer e ama tecnologia. As fotos que tirei dela ainda estou esperando o compadre Edson me enviar, fico devendo... Mas abaixo um vídeo do Lou com a comadre Evânia e a Clarinha no colo. Eu e minha comadre tão felizes, iluminadas pela luz do santo daime
Dicotomia de olhares
Impressionante foi ver a diferença de produção e concepção artística dos dois grupos de filmagem que estiveram na Fortaleza durante essa semana. Direto da Freakolândia, Pafy e Loren com suas intervenções sensíveis, totalmente integrados à comunidade, às crianças, às atividades sociais, produzem vídeo-poesia, em busca das fissuras do real. Do alto do tripé, a equipe de um canal estrangeiro (estou proibida de dizer o nome até sair a reportagem, sorry) com grandes e invasivas câmeras montam cenas fakes, ensaiam a realidade para virar documentário, pedem silêncio, ordenam cantorias, querem cenas fortes.
Pafreak...
As canadenses
Grata surpresa encontrar Daniela e Esther das florestas do Quebéc, com suas vozes suaves e tantas gentilezas. Mamão caipira com xarope de arbre e cantorias em francês, só na Fortaleza.
Rio Xipamano
Momento encantado da viagem: passear de barco no rio que divide Brasil e Bolívia. Na hora que chegamos no porto, na subida do rio, fomos recebidos por uma nuvem de borboletas. Venci o medo da Anaconda e nadei feliz feliz.
Eu e Carolina, minha amiga de Minas
Em primeiro plano, Esther e atrás o Lou, com todo os registros...Compadre Luis Mendes, o meu querido...
Nuvens de borboletas...Equipe de filmagem no passeio no Chipamano...
Santo Daime Forever
E eu que não tomava daime a tanto tempo, fui totalmente agraciada por belos momentos. Entusiasmo, eu descobri, significa 'cheio da presença de Deus'. É como me senti na Fortaleza, minha pátria espiritual, entusiasmada e feliz :)
Diversões...
O Mestre Centenário, poesia do Mestre Conselheiro
